81 3019 9167 - Whatsapp 81 9 9240 4986 [email protected]

captura-10Os pais devem lembrar que quando o seu bebê chora ele está tentando dizer-lhe alguma coisa, por isso o melhor é que os pais tenham paciência para descobrir o que seu bebê quer e não simplesmente oferecer uma chupeta que o deixará quieto por alguns instantes e não satisfará a sua necessidade de verdade. Tente primeiro descobrir o que é que está incomodando o bebê, e use a chupeta como último recurso. Temos inúmeras maneiras de acalmar o bebê (carinho, colo, cantar, amamentar, etc.) sem a necessidade de utilização de um artifício que traz malefícios para a saúde do bebê.

Quais alterações a chupeta pode ocasionar?

Dificuldades na fala/linguagem – O ato de sugar ou chupar mantém a boca da criança em uma posição pouco natural, dificultando o desenvolvimento dos músculos da língua e dos lábios. Além disso, pode atrapalhar o processo de desenvolvimento da linguagem, alterando o modo como os sons são pronunciados e forçando a língua a descansar numa posição pouco natural (baixa e projetada para frente).

Alterações Dentárias – Crianças com o hábito de chupar constantemente os dedos ou a chupeta podem ter problemas relacionados à oclusão dentária, levando a deformações com o crescimento dos dentes frontais superiores e problemas na mastigação.

Alterações Respiratórias – O uso da chupeta faz com que a respiração seja mais frequente pela boca (respiração oral), o que piora a elevação do palato (céu da boca), diminuindo o espaço aéreo dos seios da face e provocando desvio do septo nasal. A respiração oral leva à diminuição da produção da saliva, que pode aumentar o risco de cáries. A respiração oral ocasiona alteração de postura, sono agitado, com ronco, deixando a criança cansada, sem vontade de brincar, desatenta, contribuindo assim para dificuldades escolares.

Como a respiração nasal tem a função de aquecer, umidificar e purificar o ar inalado e isto não ocorre de forma adequada na respiração oral, temos maiores chances de irritações da orofaringe, laringe e pulmões, que passam a receber um ar frio, seco e não filtrado adequadamente, ocasionando consequências como as infecções de ouvido, rinites e amigdalites.
Como ajudo meu filho a largar a chupeta?

– Tente desabituar o seu filho da chupeta, de preferência até aos 12 meses. Fique de olho e, quando ele for querer a chupeta, providencie algo para substituí-la. Se ele pega a chupeta quando está entediado, ofereça alguma atividade mais interessante, como um livro para folhear, ou faça caretas engraçadas para distraí-lo. 
– Vá diminuindo aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta. Mas até que a chupeta seja totalmente abandonada, seja paciente.
– Faça um intervalo – deixe a chupeta fora durante um fim de semana ou numa altura em que a criança não a veja. A maioria dos bebês e crianças pequenas ficam inquietas apenas por dois ou três dias.
– Peça sempre para a criança tirar da boca antes de falar um com o outro.
– Se a criança tende a colocar a chupeta na boca quando está preocupada ou se sentindo insegura, ajude-a a explicar o que ela está sentindo. Faça perguntas para descobrir o que está acontecendo e conforte-a de outro jeito – com beijos e abraços, por exemplo. 
– Para encorajar seu filho, elogie quando ele conseguir ficar sem a chupeta. Você também pode controlar o uso da chupeta, e deixar que ele a use só à noite ou na hora do cochilo.

E procure não oferecer a chupeta se ele não pedir.

– Restrinja a chupeta a momentos críticos do dia, como a hora de dormir ou quando seu filho está doente, se sentindo mal. Seja firme. 
– Experimente usar um calendário para anotar os dias que seu filho ficou sem a chupeta. Para cada dia sem, marque com um adesivo colorido, como uma estrelinha dourada. E quando ele completar uma semana sem chupeta dê um prêmio, como um passeio especial ou uma brincadeira a dois. 
– Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples — não dê doces a ela no lugar da chupeta. 
– Reforce a ideia de que crianças mais velhas não usam chupeta — elas adoram se sentir mais crescidas. 
– Incentive a criança a dar todas as chupetas para alguém — nem que seja o Papai Noel ou o coelhinho da Páscoa. E, depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a “fada da chupeta”, que deixa um presentinho em troca. 

Material elaborado pela Fonoaudióloga Carolina M Moura CRFa PE 8370 – Espaço Sementinhas